Avareza:_- Situações à volta do «ter»

O alerta já tem dois mil anos: “Não podeis servir a dois senhores... não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Servir o deus dinheiro é cair na tentação identificada no «tudo isto te darei se, prostrado, me adorares». Está visto que a humanidade, apesar dos alertas, continua a assobiar para o lado e a preferir a idolatria do dinheiro. De vez em quando somos confrontados com notícias sobre desvios, fraudes, roubos, burlas e um sem-número de esquemas a envolver dinheiro e riquezas que voam duns donos para outros, de uns países para outros... até que poisam num qualquer paraíso fiscal.

Ainda serão necessários padres?

Desde finais do século XIX até um pouco depois do concílio Vaticano II, o contexto sociopolítico português criou uma imagem distorcida da pessoa e da missão do padre, sobretudo nos ambientes académicos e citadinos. A história - desde o liberalismo, passando pela implantação da República e culminando com o 25 de Abril - é muito concludente e não deixa margens a quaisquer dúvidas. O povo português, dito culto, é muito anti-clerical.

Prefiro os ateus aos supersticiosos

Há ateus de muitas espécies. Uns são-no de convicções profundas, outros, nem tanto. Uns, por ideologia, outros, superficialmente; uns, convencidos, outros, em faz-de-conta. Na origem do ateísmo militante há dois eixos: a raiva laicista que os tornou intolerantes contra as religiões; e a liberdade de expressão que os inspirou a exprimir a sua oposição à liberdade de crer. Mas isso era antigamente.

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