Os culpados

Em quinze anos, desde 2000, o crescimento económico português foi, para o período ou em média anual, zero! Nunca tal se viu, na evolução económica recente. Diante da brutalidade destes números, com a esquerda ou com a direita, as esperanças no desenvolvimento económico e social esfumaram-se. O que se esperava que a modernização tivesse trazido, o que se pensava que a integração europeia tivesse produzido, o que se imaginava que a nova economia e os novos empresários tivessem criado, tudo isso parece ter desaparecido!

Somos cada vez menos e cada vez mais velhos

Somos cada vez menos e cada vez mais velhos
Em 2015, o número de filhos por mulher era de 1,3, número que em 2014 se ficava pelos 1,23 e em 2013 pelos 1,21. Na prática, no ano passado houve um aumento de 3,6% de nascimentos, num total de 85 500, quando em 2014 se tinha situado nos 82 367. Apesar de positivo, este aumento não é suficiente para colmatar os dados que ficam do outro lado da tabela: em média, por dia, nasceram no ano passado 234 crianças, mas o aumento de óbitos contribuiu para que o saldo natural da população se mantivesse com valor negativo.

António: do martírio à festa, ou a alquimia da apologia da vida

António: do martírio à festa, ou a alquimia da apologia da vida.
Era Portugal um jovem reino, e vivia-se por toda a Europa um forte espírito de martírio, quando viveu em Lisboa um jovem que viria a ser mais tarde conhecido como António, frei, santo desde 1232. Se o nome que escolheu evoca a figura matriz do eremitismo, a sua prática de vida lança-nos para o cosmopolitismo, para a cidade, para o contacto com o outro e não para a fuga mundi.

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