O processo da secularização

A secularização é um processo histórico, um devir contínuo de modificações, uma passagem de uma forma mitológica de interpretação dos fenómenos para outra totalmente diferente, em que, em vez da afirmação mítica, se passa à explicação racional. Se, antes, tudo tinha conotação religiosa, agora tudo ganha um contexto profano. Não é, singularmente, um facto social estático nem um movimento dinâmico ideológico. Mas é isso tudo em conjunto e ao mesmo tempo, e muito mais ainda.

Desconfiança mútua

Falando da civilização europeia e ocidental e da sociedade contemporânea, a característica nelas mais saliente engloba o fenómeno da secularização. Esta trouxe a descristianização progressiva da sociedade na qual se verifica a ausência ou diluição da prática religiosa e a perda crescente da inspiração cristã nos comportamentos e nos critérios morais de discernimento da realidade.

Nestas férias

- Em casa, no campo, na praia ou em viagem, procure refazer energias físicas e anímicas, esquecendo ocupações e preocupações rotineiras do dia a dia.
- Reencontre-se consigo mesmo em ambiente de tranquilidade exterior e interrogue-se seriamente sobre o sentido da vida, questionando-se nomeadamente sobre questões existenciais como estas: Quem sou? Donde venho? Para onde vou? Que lugar ocupa na minha vida Deus, a família, os outros, nomeadamente aqueles com que me cruzo todos os dias e que são o meu próximo?

O calendário

Sexta-feira à tarde. É vê-los (e vê-las) sorridentes e apressados a caminho de casa ou a dirigir-se ao supermercado em busca de um melhorado abastecimento de víveres para os dois dias que se seguem. O fim de semana está à porta e é necessário robustecer a paciência e recompor o estômago, que, durante cinco monótonos dias, só Deus sabe como é que foi. Uff! Que alívio! Depois de uma cansativa semana, que bom vai ser aquele tempo dedicado à família [presume-se que o seja!], ao lazer e ao descanso, que um homem não é de ferro!

A ditadura do «politicamente correto»

A expressão “politicamente correto” surgiu na década de 70 do século XX, nos anos do surgimento de grupos pacifistas e anarcas (mas contestatários de qualquer autoridade, como os hippies e várias ONGs radicalmente ligadas aos ecologistas, ao comunismo e à extrema esquerda) e consiste em utilizar uma linguagem neutra em termos de discriminação, oposta ao imaginário racista ou sexista.

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