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A Constituição dogmática Lumen Gentium refere que «no grau inferior da hierarquia estão os diáconos, aos quais foram impostas as mãos, “não em vista do sacerdócio, mas do serviço” (L.G. nº 29).
Pelo sacramento da Ordem, os diáconos participam de modo especial na missão de Cristo, sendo configurados à imagem de “Cristo-Servo”, que se fez «diácono», ou seja, servo de todos. Ordenados para o serviço eclesial, compete aos diáconos assistir o bispo e os presbíteros nas celebrações, particularmente da Eucarístia, proclamar o Evangelho e distribuir a comunhão, administrar solenemente o Baptismo, assistir ao Matrimónio, presidir às exéquias, anunciar a palavra de Deus, podendo ser encarregados da homília e da pregação e dedicar-se aos mais variados serviços eclesiais, especialmente ao serviço da caridade.
O II Concílio do Vaticano restaurou para as Igrejas do Ocidente o diaconado «como grau próprio e permanente da hierarquia», pois nas Igrejas do Oriente nunca o diaconado deixou de existir como tal. O mesmo sagrado Concílio, reunido em Roma entre 1962 e 1965 estabeleceu ainda que o diaconado permanente pode ser conferido a homens casados.
Os diáconos permanentes são assim chamados a exercer um ministério ordenado na Igreja, ficando desse modo numa situação peculiar que os vocaciona a ser uma espécie de ponte entre os sacerdotes e o Povo de Deus em geral: Se por uma lado, pela ordenação diaconal, se tornam clérigos e verdadeiros pastores da Igreja, não são porém sacerdotes (o seu sacerdócio continua a ser apenas o sacerdócio comum dos fiéis), por outro lado, se não são leigos, vivem porém intimamente ligados aos leigos, pois quando casados, continuam ligados á sua família e inseridos no mundo do trabalho, ficando assim numa posição privilegiada e muito específica no seio do Povo de Deus.
O diaconado permanente foi restabelecido na Diocese do Algarve no dia 20 de Fevereiro do ano 2000, por ocasião do “jubileu dos diáconos permamentes”, pelo então Bispo diocesano D. Manuel Madureira Dias que ordenou sete homens casados, momento que culminou uma caminhada formativa de mais de cinco anos, em que os candidatos foram acompanhados não só pelo Bispo diocesano mas também pelo seu Delegado para o diaconado permanente Cón. Dr José Pedro de Jesus Martins.
A Paróquia de S. Pedro de Faro conta presentemente com o serviço de um diácono permanente (Diác. Luís Manuel Seabra Monteiro Galante), que para além do serviço liturgico próprio dos diáconos se tem dedicado na Paróquia à animação do catecumenado e da catequese dos adultos.
O Diácono Luis Manuel Seabra Monteiro Galante, filho de Domingos José Galante e de Maria Luisa Leite Seabra Soares Monteiro, é natural de Matosinhos (Diocese do Porto), onde nasceu no dia 18 de Julho de 1958 a poucos metros do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Igreja Paroquial de S. Salvador de Matosinhos). Foi baptizado na Igeja da sua Paróquia no dia 3 de Agosto daquele ano pelo então Pároco de Matosinhos Rev.do Padre António Martins Fernandes. Frequentou a catequese paroquial tendo por catequista sua tia Maria Emília Leite Seabra Soares Monteiro. Depois da primeira comunhão, completou os sacramentos da iniciação cristã com a celebração do sacramento do Crisma no dia 9 de Maio de 1968, sendo oficiante Dom Alberto Cosme do Amaral, então Bispo Auxiliar do Porto.
Na sua adolescência e juventude foi na sua Paróquia de origem, catequista, acólito, membro do coro paroquial, integrou a Conferência Vicentina de S. João Bosco da qual foi Presidente, o Conselho Vicarial de Leigos de Matosinhos e por sugestão de um amigo de juventude e seu conterrâneo, então estudante de Teologia e hoje sacerdote, Rev.do Cón. Dr José Maria Gonçalves Fabião, frequentou como aluno “leigo-ordinário” o Instituto de Ciências Humanas e Teológicas do Porto.
Casou em 12 de Agosto de 1982 com Olívia dos Santos Remelgado, na Igreja de Matosinhos, sendo celebrante o também seu conterrâneo Rev.do Padre Dr Joaquim Moreira Fernandes. Tem dois filhos, Luís Filipe e Guilherme, nascidos respectivamente em 29 de Maio de 1983 e 9 de Julho de 1986.
É licenciado em direito pela Universidade Católica Portuguêsa (Porto) tendo participado em Lisboa no primeiro curso de formação de assistentes técnicos ao comércio promovido conjuntamente pela Direcção Geral do Comércio Interno e pela Confederação do Comércio Português. Na sequência veio para Faro, em Janeiro de 1987, trabalhar na Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve, por convite que lhe foi dirigido pelo então Presidente daquela Associação, Senhor Mário da Cruz Gonçalves, tendo desempenhado diversas funções associativas como Assistente Técnico ao Comércio, Secretátio-Geral e Consultor Jurídico e mais tarde, já em representação da sociedade “Leonel Horta, L.da”, empresa de que foi Director, foi sucessivamente Presidente de uma Comissão Administrativa, da Direcção e da Assembleia Geral.
Desligado definitivamente do associativismo empresarial, exerce actualmente a advocacia em Faro, sendo ainda consultor jurídico de diversas empresas e organizações.
Em Julho de 1994 integrou uma peregrinação à Terra Santa promovida pela Diocese do Algarve [“o maior grupo (260 pessoas) que algum dia saiu de Portugal, com destino à Terra Santa”] e durante uma visita à cidade velha de Jerusalém foi desafiado pelo Vigário Geral da Diocese, Rev.do Cón. Dr José Pedro de Jesus Martins, para fazer parte de um grupo em constituição com vista ao diaconado permanente.
Em Setembro de 1995 passou a integrar a Comissão Diocesana de Animação Pastoral, então constituída para desenvolver um projecto de dinamização pastoral inspirado na Carta Apostólica de João Paulo II “Tertio Millenio Adveniente” com vista à preparação do Jubileu 2000.
Depois de completar a adequada formação foi ordenado diácono por D. Manuel Madureira Dias, no dia 20 de Fevereiro do ano 2000, dia do “Jubileu dos diáconos permanentes”, na Igreja Paroquial de S. Luís de Faro, juntamente com mais seis companheiros, que assim se tornaram nos primeiros sete diáconos permanentes da Diocese do Algarve.
Em 18 de Setembro de 2000 foi nomeado Ecónomo diocesano e Secretário do Conselho Diocesano dos Assuntos Económicos. Foi ainda nomeado Delegado diocesano para o Catecumenado e Catequese de Adultos e Presidente da Comissão Diocesana Justiça e Paz.
Não obstante ter sido nomeado em Fevereiro de 2000 para trabalhar na Paróquia de S. Pedro de Faro, e sem deixar de ser animador dos grupos de catecumenado da Paróquia de S. Pedro, foi em Outubro de 2000 destacado para ir auxiliar Monsenhor Sezinando Oliveira Rosa, Administrador da Paróquia de Nossa Senhora da Visitação da Guia, na Vigararia de Albufeira, que havia pedido um diácono ao Bispo diocesano. Aí permaneceu durante três anos. Quando saiu da Guia, logo deu início a um novo trabalho que o manteve afastado da Paróquia de S. Pedro durante mais dois anos, tendo visitado por encargo do Bispo diocesano, todas as Paróquias da Diocese e outras Comunidades onde se celebra a Eucaristia dominical para divulgar o semanário diocesano “Folha do Domingo”, periódico onde aliás colabora semanalmente com um artigo de opinião, por convite do seu Director, Rev.do Diác. Dr Joaquim Mendes Marques.
Em Julho de 2005 e terminadas estas “missões extra-paroquiais” regressou plenamente ao serviço da Paróquia de S. Pedro de Faro. |