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Na paróquia de São Pedro, no centro em Faro, existem actualmente 33 leigos empenhados no serviço da Palavra. 
São 33 leitores que se organizam pelas 3 celebrações dominicais: uma vespertina ao sábado e duas ao domingo.
A organização começa com o convite que Deus lança a cada um e que se torna audível na voz dos catequistas ou do pároco. Os mais novos são, muitas vezes, convidados pelos seus catequistas ou animadores. Depois do convite aceite, segue-se a preparação e a formação.
Para ser leitor não importa só ter uma boa leitura e dicção, mas principalmente muita oração, preparação e reflexão. Por vezes pensamos que se trata somente de alguém que se levanta e que chega ao ambão para ler. O leitor não é aquele que lê muito bem, mas é o que proclama a Palavra de Deus, a voz do Senhor que fala ao seu povo.
Mas existe outra preparação mais prática que consiste na elaboração de uma escala mensal e na divisão dos Leitores.
Nas celebrações das 18:00h, tanto de sábado como de domingo, cada leitor está de serviço uma vez por mês.
A celebração de domingo das 10:30h, pela especificidade da sua assembleia, tem uma organização diferente. Tentamos ir ao encontro dos participantes, que são na sua maioria crianças e jovens da nossa catequese. Por este motivo, uma vez que se trata de uma celebração com crianças, a organização não é linear, mas bastante diversificada, conforme o tempo litúrgico e as campanhas do Advento ou da Quaresma e no final do ano pastoral as etapas da catequese. Tem sido difícil mas aliciante promover a participação das crianças e dos jovens nesta celebração, no entanto, o desafio contínua sempre com novas ideias e dinâmicas para tentarmos transmitir as nossas crianças a importância da eucaristia na nossa vida.
Ao longo do ano pastoral, reunimo-nos várias vezes, para tratar de assuntos práticos e para adquirir alguma formação. Estas reuniões paroquiais são sempre orientadas pelo pároco. Mas temos também encontros diocesanos e vicariais onde nos reunimos com outros leitores.
O Senhor chamou-nos a servi-l’O desta maneira, temos consciência que somos instrumentos nas suas mãos, por isso este serviço não é vitalício. Cada um desempenha-o enquanto tiver disponibilidade interior e capacidade para tal. O importante é sermos membros activos na nossa comunidade, independentemente do que se faz cada um é importante e único aos olhos de Deus.
A Coordenadora
Teresa Martins |